Friday, February 5, 2010

Invictus

Para quem tem interesse em saber um pouco mais sobre a África do Sul eu aconselho assitir o filme Invictus. Ele retrata o país na época do fim do apartaide e a eleição de Nelson Mandela. Conhecido como Madiba pelos negros, Mandela ficou preso durante 27 anos por razões politicas, foi solto em 1990 e em 1994 foi o primeiro presidente eleito democraticamente na Africa do Sul. Em seu mandato ele tentou juntar a nação sul-africana através do esporte. Muitos concideram o Rugby esporte de branco e o futebol esporte de negros, principalmente naquela época. A copa do mundo de Rugby de 1995 foi na Africa do Sul, e final foi contra a Nova Zelandia no centro de Johannesrburg no estádio Ellis Park, um estádio enorme que será uma das sedes da copa do mundo de futebol em 2010.


Eu já fui assistir Springboks contra All Blacks (time da Nova Zelandia). A atmosfera que rola antes do jogo começar, com braais (churrasco em inglês), cerveja e música é sensacional, e quando você entra no estádio vê aquela galera com bandeiras e rostos pintados esperando para que o jogo comece, é demais!





Esse é um espaco para churrascos e cerveja, fora que as pessoas estacionam os carros e fazem os seus braais no estacionamento mesmo.


Os Springboks tinham acabado de marcar um try, que é quando o jogador passa a linha do fundo do campo e marca 5 pontos e ainda tem a chance de chutar para os "paus" e marcar mais 2 pontos.

Nesse jogo eu pude assistir ao vivo pela primeira vez na minha vida o Haka, que é a "dança" tribal que os jogadores do all blacks fazem antes de comecar a partida, essa dança serve para intimidar os adversários. No filme mostra o haka, mas pra quem quiser este video é um pouco do que é o haka:

video

Em um documentario que fala sobre a trajetória da seleção de rugby da Africa do Sul nesse copa do mundo, mostra as opniões dos jogadores sobre os jogos e a política envolvida. No jogo da final, Mandela entra no estádio antes de começar o jogo e aperta a mão de cada jogador, inclusive os jogadores da Nova Zelandia e nesse documentário alguns jogadores dizem que tremeram quando apertaram a mão dele.

No trailer do filme, Morgan Freeman fala apenas uma parte do poema Invictus. Esse poema na verdade é do inglês William Ernest Henley. Com 12 anos Henley descobriu que tinha tuberculose, o que o fez amputar a perna com 16 anos, e por volta de 1872 sua doença o fez viajar em tratamento para Escócia. Invictus foi escrito em 1875 em uma cama de hospital. Morreu em 1903, com 53 anos, de tuberculose.
Esse poema é muito bonito e vale a pena parar para lê-lo:

Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

Traducao:
Da noite que me cobre,
Negra como um poço de alto a baixo,
Agradeço quaisquer deuses que existam
Pela minha alma inconquistável.

Na garra cruel da circunstância
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas erecta.

Além deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E contudo a ameaça dos anos
Encontra e encontrará, sem temor.

Não importa a estreiteza do portão,
Quão cheio de castigos o pergaminho,
Sou o dono do meu destino:
Sou o capitão da minha alma

2 comments:

Marina said...

Cami, tá lindo isso aqui!!!! Foi uma ótima idéia, continue postando sempre!

Quero ver Invictus, está passando aqui, inclusive num cinema que é o mais barato de todos (porque aqui o cinema é MUITO caro!). Quando assistir te conto!

Beijo beijo, saudade!

Fabiana Panachão said...

cami, te amo! que saudades! invictus marcou muito, filosofia de vida, grande lição para todos nós! saudades da áfrica, beijos